Caixa de Pandora - o Mito Vivo...


Faz três anos que não sinto seu beijo

E que não nos entregamos à conversas

E que não sentimos nossos corpos.

Faz tanto tempo...uma eternidade.

E mesmo assim é a metade de nossa vida juntos.

Nossos camininos

Nossos descaminhos.

Ainda não tenho ideia do que houve. Aqui dentro, um coração, uma solidão.

Um tempo morto, que não desperta amores.

 



Escrito por Bia szvat às 02h32
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Seria lindo se existisse de fato um equilibrio no Universo que fizesse com quem prejudica o outro recebesse em troca uma carga de um mal qualquer.

Infelizmente, na maior parte das vezes, isso não é verdade.

As pessoas fodem o outro e seguem suas vidas, felizes.

Tiram fotos sorridentes em eventos sociais e vive, seus novos romances e paixões. E nem olham pra trás.

O mundo não é um equilibrio. Ele é feito de correntes.

 

 



Escrito por Bia szvat às 02h10
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A realidade foi feroz

Tinham noites na rede, onde os ohos brilhavam e contavamos histórias.

Momentos de soneca nos corpos que se encaixavam para o sossego.

E havia espaço para a esperança.

Você sempre me assustou. Sabia que submerso no silêncio existiam águas turvas, caudalosas,

que destabilizavam toda a tranquilidade. Eu nunca sabia o quão lamacentas e profundas estas águas poderiam se tornar.

Porque sei bem bem que as raízes tragam obscuras nossos sentidos.

E que para continuar, às vezes se faz necesário emergir, seguir ali, rosto ao céu, mais leve.

Mas o lodo sempre te atraiu, talvez porque nunca necessitou pagar as consequências. Ficou só o charme aparente, de fácil atração, irresistível.

A luz parecia sempre mais sonolenta, menos interessante.

Enfim, deixei de trazer a euforia. 

Aqui, num canto qualquer,

medito.

Sempre te amei mais que tudo.



Escrito por Bia szvat às 01h45
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Uma vez alguém me disse que se afastaria pois não aguentava mais meu sofrimento

pela falta de seu amor por mim...

Então, é isso a falta de amor?

Foi este o fim?

Eu acredito na tecitura que criamos

E nos momentos delicados de construção.

Foi em vão? Ilusão?

Será que você no meio da noite ainda pensa em mim?

Será que sua mão ainda busca meu seio? Meus lábios?

Ou sou um fantasma que ainda não tem consciência de sua própria morte,

vagando pelo abrigo que deseja?

Sou passado?

Sou fumaça?

Te chamo.

Silêncio me arde o peito.

Viver com a falta.

Viver da falta.

Ficaram os retratos...e os versos.

Será que um dia qualquer você volta aqui e os lê?

Ou estou novamente fadada ao abandono,

E todas as letras aqui,

gritam ao nada?

Uma quimera: seu arrependimento.  

Minha casa de volta

Abrigo de tanto frio,

de tão pouco chão.

 

 



Escrito por Bia szvat às 01h24
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Depois do Fim do Mundo

O frio me faz procurar teu corpo a noite.

Roça a pele no lençol vazio; a busca. A falta.

São dois anos. São dois dias. São dois segundos.

Aqui dentro, um crac qualquer. Uma imensidão que me impele a uma busca constante diante do nada.

Os segundos alimentam as horas, os dias.

Minha alma soturna salta do abandono para uma espécie de levitação.

O choro entalado.

O filho perdido.

A morte anunciada.

A felicidade sequestrada.

Tudo é devassidão. Tudo sucumbe.

Aqui dentro, acalento o amor morno que inda pulsa e me acalanta.

 



Escrito por Bia szvat às 00h46
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Mas nós que estamos solteiros e livres não temos nada com isso, certo?

 



Escrito por Bia szvat às 11h49
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petit Gateau

Hoje acordei com uma puta saudade de quando eu ficava do outro lado da mesa no restaurante vendo você devorar petites gateaux com sorvete na sobremesa. Você sempre se lambuzou no doce como um menino inocente. Eu gostava dessa ingenuidade que se entregava ao açúcar e às coisas bobas da vida, porque parecia que a felicidade estava ao meu alcance também, como quando ganhamos uma lambida do cachorro que gostamos, ou de repente somos tragados pela magia de um por do sol. A sua gula por doces me dava fome de um amor melhor, mais leve, como sessão das cinco numa tarde alaranjada de domingo. A vida pode ser mais leve, era o que eu pensava, enquanto você abocanhava o último pedaço de bolo embebido na calda quente de chocolate.



Escrito por Bia szvat às 11h52
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Todas as vezes que você toca o violão

Você lembra de mim?

Ao tirar as notas, você ouve meu choro?

Meu presente, sempre presente em suas mãos.

 



Escrito por Bia szvat às 12h49
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Seus  vinte e poucos anos não voltam mais.

Eles são todos meus.

Estão nas fotos. Na memória. Estão aqui dentro.

Estou indo embora. E os levo comigo.

Daqui um ano, quando olhar pra trás vai me ver:

olhos brilhantes de um amor que era só entrega. Seus vinte e poucos anos que não voltam mais.

Estou indo embora.

Ouço vozes e pensamentos tão distintos,

Bandeirinhas na mochila que agora só eu tenho de lugares que sonhamos juntos.

Mas algo me aponta o Norte,

Que está em você. Nos seus vinte e poucos anos.

 

 

 

 

 

 



Escrito por Bia szvat às 16h10
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Cai a neve delicadamente

O tempo anuncia: acabou a esperança.

Faz frio.

Vazio

Você já gozou plenamente depois de tudo?

Quantas prostitutas visitou?

Você abraçou a carreira?

Dorme o meu menino de pintas em meu braço.

A noite já é branca.

O Mundo dorme.

Você dorme.

Meu amor vela pelo que fomos juntos.



Escrito por Bia szvat às 21h46
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" Os jovens casais de hoje, por exemplo. Eles fazem de tudo para que o relacionamento seja breve, superficial e fugaz. Nada mais é para sempre. Se não gosto de você, simplesmente me desconecto. Se você não gosta de mim, a mesma coisa. Sem culpa, arrependimento ou explicação. Basta apertar um botão e pronto. Acabou! As pessoas têm medo de criar raízes, de se afeiçoar umas às outras. Sabem que novas oportunidades surgem a cada momento, e por esse motivo querem estar livres e desimpedidas para substituir o velho pelo novo. É como se o amor fosse um bem de consumo. Mas isso não significa, volto a dizer, que não existam corpos sólidos. Ou, se preferir, relacionamentos longos, estáveis e duradouros. Tudo é possível. Felizmente." Sygmunt Bauman

 

EU NÃO SINTO MAIS ATRAÇÃO POR VOCÊ.

E todos os Deuses empalideceram.

Lágrimas escorreram.

Os anjos emudeceram.

Porque o entalhamento do amor admite as fases todas, sem se esquecer do outro.

Que todas as salivas que te cubram te dêem a exata dimensão do seu vazio, após o êxtase inicial.

Que você acorde e valorize o aprofundamento. E que todos os sutis presentes não tenham derretido pelo ralo, junto com a menininha de sabão.

Aqui dentro,

a injustiça pulsa.


 

 



Escrito por Bia szvat às 09h57
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As paredes do meu quarto jorram as cores da volúpia de outrora. Tintas que você colocou em meu coração. De tudo, sobraram os túneis energéticos. Minha alma pulsa a entrega de um tempo de jogar-se com os corpos transpirando na lajota fria. Tempo dos vinhos, cálices vazios e a cabeça girando, um pouco pelo álcool e um tanto pelas poesias. Me embriaga sua voz, ditando versos quentes em noites frias. A solidão não existe. E a morte é unir-se ao todo dos fragmentos que somos. Então, tudo está em conexão. Tudo me diz respeito. O amor me habita. Não importa a vastidão do tempo. Sou com você. Pra sempre.



Escrito por Bia szvat às 10h34
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Saudades do gosto profundo de nossos encontros.

Aqui dentro, o maior Amor do mundo.

É só reconectar e ele aqui...transbordando com toda volúpia.

Nada passou, embora tudo tenha ido e tanta coisa vivida, e tantas solidões vividas...

Num raio, a recontrução tão frágil.

Descampado

Tempesdade.

 

 



Escrito por Bia szvat às 17h40
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Da inspiração

Uma nova respiração

A morte acompanha minha sombra

enquanto a vida se revela simples:

Estamos diante do Amor desde o nascimento até o fim.

Teias se lançam ao vento,

e vão produzindo, nos conduzindo

para o centro do novelo.

Mesmo que não sintamos.

O tempo que não tenho

é este  mesmo tempo que é só seu. 

A ilusão da força

vira uma ratoeira para os que esquecem das fontes.

Aqui, a paciência é adornada com véus de lembranças,

que tentam se manter apesar de.

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Bia szvat às 10h21
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Eia Oh!

O dinheiro acabô

e o amor escoou junto

Coincidência?

 

 



Escrito por Bia szvat às 09h59
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